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sábado, 9 de agosto de 2014

Teoria da Extero-Gestação



Os bebês humanos estão entre os mais indefesos de todos os mamíferos. Por causa do maior tamanho do cérebro e do fato de que o tecido nervoso necessita de mais calorias para se manter que qualquer outro, grande parte do alimento ingerido é gasto em prover nutrição e calor para as células nervosas. Mais significante é o fato de que nossos bebês necessitam nascer mais cedo do que deveriam, com seus cérebros ainda não totalmente desenvolvidos. Se o bebê humano nascesse já com o sistema nervoso central amadurecido, sua cabeça não passaria pela pelve estreita da mãe no momento do parto. Ao contrário de outros mamíferos, como girafas e cavalos, o recém-nascido humano é incapaz de andar por um longo período após o nascimento, porque lhe falta o aparato neurológico maduro para tanto. O custo primal de ter um cérebro grande é que nossos filhotes nascem extremamente dependentes e em necessidade constante de cuidado.


O crescimento do nosso cérebro após o nascimento é mais rápido do que o de qualquer outro mamífero e segue neste ritmo por 12 meses.

A seleção natural demanda que pais humanos cuidem de seus filhos por um longo período e que os filhos dependam dos pais. Esta necessidade mútua traduz-se em um estado emocional chamado “apego”.

Em algumas culturas, como na tribo !Kung, bebês raramente choram por longos períodos e não há sequer uma palavra que signifique “cólica”. As mães carregam os bebês junto ao corpo, com um aparato semelhante a um “sling”, mesmo quando saem para a colheita. A relação mãe-bebê é considerada sacrossanta, eles permanecem juntos o tempo todo. O bebê tem livre acesso ao seio materno e vê o mundo do mesmo ponto de observação que sua mãe.

Nossa cultura ocidental não permite um estilo de vida idêntico ao de tribos primitivas, mas podemos tirar lições valiosas sobre como ajudar nossos bebês na adaptação à vida extra-uterina.

Nos primeiros 3 meses de vida, o bebê humano é tão imaturo que seria benéfico a ele voltar ao útero sempre que a vida aqui fora estivesse difícil.

É preciso compreender o que o bebê tinha à sua disposição antes do nascimento, para saber como reproduzir as condições intrauterinas. O bebê no útero fica apertadinho, na posição fetal, envolvido por uma parede uterina morninha, sendo balançado para frente e para trás a maior parte do tempo. Ele também estava ouvindo constantemente um barulho “shhhh shhhh”, mais alto que o de um aspirador de pó (o coração e os intestinos da mãe).

A reprodução das condições do ambiente uterino leva a uma resposta neurológica profunda “o reflexo calmante”. Quando aplicados corretamente, os sons e sensações do útero têm um efeito tão poderoso que podem relaxar um bebê no meio de uma crise de choro.

Os 5 métodos para acalmar um bebê até 3 meses de idade são extremamente eficazes SOMENTE quando executados corretamente. Sem a técnica correta e o vigor necessário, não adiantam em nada.


1. Pacotinho ou casulo (embrulhar o bebê apertadinho)

A pele é o maior órgão do corpo humano e o toque é o mais calmante dos cinco sentidos. Embrulhadinho, o bebê recebe um carinho suave. Bebês alimentados, mas nunca tocados, freqüentemente adoecem e morrem. Estar embrulhadinho não é tão bom quanto estar no colo da mãe, mas é um ótimo substituto para quando a mãe não está por perto.

Bebês podem ser embrulhados assim que nascem. Apertadinhos, de forma que não mexam os braços. Eles se sentem confortáveis, “de volta ao útero”. Bebês mais agitados precisam mais de ser embrulhados, outros são tão calmos que não precisam.

Se o bebê tem dificuldade para pegar no sono, pode ser embrulhado apertadinho, não é seguro colocar um bebê para dormir com um cueiro solto. Não permita que o cueiro encoste no rosto do bebê. Se estiver encostando, o bebê vai virar o rosto procurando o peito, ao invés de relaxar.

Todos os bebês precisam de tempo para espreguiçar, tomar banho, ganhar uma massagem. 12-20 horas por dia embrulhadinho não é muito para um bebê que passava 24 horas por dia apertadinho no útero. Depois de 1 ou 2 meses, você pode reduzir o tempo, principalmente com bebês tranqüilos e calmos.


2. Posição de Lado

Quanto mais nervoso seu bebê estiver, pior ele fica quando colocado sobre as costas. Antes de nascer, seu bebê nunca ficou deitado de costas. Ele passava a maior parte do tempo na posição fetal: cabeça para baixo, coluna encolhida, joelhos contra a barriga. Até adultos, quando em perigo, inconscientemente escolhem esta posição.

Segurar o bebê de lado ou com a barriga tocando os braços do adulto ajuda a acalmá-lo (a cabeça fica na mão do adulto, o bumbum encostado na dobra do cotovelo do adulto, com braços e pernas livres, pendurados). Carregar o bebê num sling, com a coluna curvada, encolhidinho e virado de lado, tem o mesmo efeito. Atualmente especialistas são unânimes em dizer que bebês NÃO DEVEM SER POSTOS PARA DORMIR DE BRUÇOS, pelo risco de morte súbita.

O bebê não sente falta de ficar de cabeça para baixo, como no útero, porque na verdade o útero é cheio de fluido e o bebê flutua, como se não tivesse peso algum. Do lado de fora, sem poder flutuar, virado de cabeça para baixo, a pressão do sangue na cabeça é desconfortável.


3. Shhhh Shhhh – O som favorito do bebê

O som “shhh shhh” é parte de quem somos, tanto que até adultos acham o som das ondas do mar relaxante. Para bebês novinhos, “shhh” é o som do silêncio. Ele estava acostumado a ouvir tal som 24 horas por dia, tão alto quanto um aspirador de pó. Imagine o choque de um bebê acostumado a tal som o tempo todo chegando a um mundo onde as pessoas cochicham e caminham na ponta dos pés, tentando fazer silêncio!

Coloque sua boca 10-20 cm de distância dos ouvidos do bebê e faça “shhh”, “shhh”. Aumente o volume do “shh” até ficar tão alto quanto o choro do bebê. Pode parecer rude tentar “calar” um bebê choroso fazendo “shh”, mas para o bebê, é o som do que lhe é familiar.

Na primeira vez fazendo “shhh”, seu bebê deve calar após uns 2 minutos. Com a prática, você será capaz de acalmar o bebê em poucos segundos. É ótimo ensinar isso aos irmãos mais velhos, que adorarão poder ajudar e acalmar o bebê.

Para substituir o “shhh”, pode-se ligar:

- secador de cabelos ou aspirador de pó
- som de ventilador ou exaustor
- som de água corrente
- um CD com som de ondas do mar
- um brinquedo que tenha sons de batimentos cardíacos
- rádio fora de estação ou babá eletrônica fora de sintonia
- secadora de roupas ligada com uma bola de tênis dentro
- máquina de lavar louças
O barulho do carro ligado também acalma a criança.


4. Balanço

“A vida era tão rica no útero. Rica em sons e barulhos. Mas a maior parte era movimento. Movimento contínuo. Quando a mãe senta, levanta, caminha e vira o corpo – movimento, movimento, movimento.” (Frederick Leboyer, Loving Hands)

Quando pensamos nos 5 sentidos – visão, audição, tato, paladar e olfato – geralmente esquecemos o sexto sentido. Não é intuição, mas a sensação de movimento no espaço.

Movimento rítmico ou balanço é uma forma poderosa de acalmar bebês (e adultos). Isso porque o balanço imita o movimento que o bebê sentia no útero materno e ativa as sensações de “movimento” dentro dos ouvidos, que por sua vez ativam o reflexo de acalmar.

Como balançar ?

1. Carregando o bebê num “sling” ou canguru;
2. Dançando (movimentos de cima para baixo);
3. Colocando o bebê num balanço;
4. Dando tapinhas rítmicos no bumbum ou nas costas;
5. Colocando o bebê na rede;
6. Balançando numa cadeira de balanço;
7. Passeando de carro;
8. Colocando o bebê em cadeirinhas vibratórias (próprias para isso);
9. Sentando com o bebê numa bola inflável de ginástica e balançando de cima para baixo com ele no colo;
10. Caminhando bem rapidamente com o bebê no colo.

Quando balançar o bebê, seus movimentos devem rápidos mas curtos. A cabeça do bebê não fica sacudindo freneticamente. A cabeça move no máximo 2-5 cm de um lado para o outro. A cabeça está sempre alinhada com o corpo e não há perigo de o corpo mover-se numa direção e cabeça abruptamente ir na direção oposta.


5. Sucção

No útero, o bebê está apertadinho, com as mãos sempre próximas ao rosto, sugando os dedos com freqüência. Quando nasce, não mais consegue levar as mãos à boca. A sucção não-nutritiva é outra forma de acalmar o bebê. A amamentação em livre demanda não é recomendada somente para garantir a nutrição do bebê e a produção de leite da mãe, mas também para suprir a necessidade de sucção não-nutritiva. Alguns especialistas orientam às mães a darem chupetas para isso, mas ainda que a chupeta seja oferecida ao bebê, não deve ser introduzida nas 6 primeiras semanas de vida, quando a amamentação ainda está sendo estabelecida. Há sempre o risco de haver confusão de bicos e o bebê sugar o seio incorretamente.

É importante lembrar que o bebê nunca chora à toa. O choro nos primeiros meses de vida é a única forma de comunicar que algo está errado. Ainda que ele esteja limpo e bem alimentado, muitas vezes chora por necessidade de aconchego e calor humano. Por isso, falar que bebê novinho (recém nascido até 3 meses ou mais) faz manha (no sentido de chorar para manipular “negativamente” os pais) não tem sentido, bebês novinhos simplesmente não tem maturidade neurológica para tanto.


Bibliografia:
The Happiest Baby on the Block, Dr. Harvey Karp, Bantam Dell, 2002. New York.
Our Babies, Ourselves: How Biology and Culture Shape the Way We Parent, Meredith F. Small, Anchor Books, 1998. New York.

Texto organizado por Flavia O. Mandic

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Sling - como usar e como não usar

O sling é um acessório maravilhoso, cheio de benefícios pra quem carrega e pra quem é carregado, parte mais importante desta história. Mas ele tem que ser seguro, tem que ser bem usado, não basta vestir algo que se chama sling, jogar o bebê lá dentro e sair andando.
Pra desfrutarmos de todos os seus benefícios com segurança devemos prestar atenção em alguns detalhes!
Fonte: pintrest.com

Qualquer sling deve segurar seu bebê da mesma maneira que você seguraria em seus braços.
Os slings, independente de modelo, geralmente são usados com o bebê na vertical com a barriga contra o seu peito (posição barriga com barriga).
A posição fisiológica de um bebê, seja no colo ou no sling, é de cócoras, coluna em C, joelhos acima da linha do bumbum, bacia fechada (as pernas podem e devem ficar abertas).
No sling o bebê deve estar numa altura que permita receber seus beijos, ou seja, acima do seu peito.
Esta foto ao lado foi feita pra ilustrar bem a posição correta do bebê, neste caso num wrap sling, mas o fundamento é basicamente o mesmo pra qualquer carregador de bebê.





Veja agora, traçado em vermelho, a posição da coluna do bebê curvada em C, o pescoço bem sustentado (essencial nos recém-nascidos), e as perninhas flexionadas, com os joelhos bem sustentados, acima da linha do bumbum. Essa posição de 'rã' ou 'sapinho' permite que a cabeça do fêmur fique perfeitamente encaixada dentro da articulação do quadril, isso previne e até resolve alguns casos de displasia de quadril.
Fonte: sarahockwell-smith.com
É importante dizer que até os 3 meses as perninhas ficam totalmente cobertas pela faixa mais externa do sling, e depois dos 3 meses as perninhas fica de fora como nas imagens abaixo.
Os bracinhos só ficam de fora quando o bebê já senta sozinho.

Fonte: letsling.blogspot.com.br























POUCH SLING

Fonte: lojacheiadevida.blogspot.com.br
No caso do Pouch Sling e do Sling de Argola, as posições mais recomendadas são a posição 'berço' (à esquerda) pra bebês pequenos, e sentadinho (abaixo) a partir do momento que o bebê senta sozinho.

As regrinhas citadas acima são as mesmas, coluna em C, perninhas flexionadas...
Na posição 'berço' o bebê fica de perninhas cruzadas e o queixo não pode tocar o peito, isso comprime as vias respiratórias!

Um cuidado importante a se ter com esses slings é a regulagem de tamanho, no caso do pouch ele deve ser exatamente da sua medida por não ter mecanismo de regulagem, e no sling de argola você deve ajustar bem para que o bebê fique na altura do beijinhos e justo ao corpo.

Lembre de deixar sempre o rostinho livre pra respirar, nunca no fundo do sling, abafado.


Veja como usar o Pouch Sling aqui neste vídeo da Cradle Carry.
Foto minha




AGORA QUE VOCÊ SABE COMO USAR UM SLING, VAMOS VER ALGUMAS DICAS DE COMO NÃO USAR.

O que você não deve fazer é carregar o bebê numa posição horizontal contra o seu quadril ou esmagado embaixo dos seus seios, mas é o que alguns carregadores forçam a fazer.
Veja no exemplo abaixo. Perceba a coluna reta e as perninhas penduradas em posições antifisiológicas prejudiciais ao bebê.
A comunicação também é quase impossível com tamanha distância entre o bebê e o rosto da mãe. O bebê deve sempre estar a altura dos beijinhos!

A posição das pernas e da coluna vertebral do bebê nesta posição faz mal para a saúde dele. Além disso, neste caso, os órgãos dos sentidos da criança ficam afetados pelo ambiente, o que prejudica o desenvolvimento dela.
A posição das pernas esticadas por um tempo longo sobrecarrega ou danifica as articulações, pode promover a formação da chamada displasia do quadril. Esta posição não vai causar lesões articulares imediatamente, a displasia do quadril é causada provavelmente também devido a uma predisposição inata. No entanto, em qualquer caso, a posição quando a criança fica virada para frente faz mal para o desenvolvimento saudável da articulação do quadril, em vez de promovê-lo.


Fonte: zazou.com.br


Este modelo com elástico e base rígida (ao lado) geralmente deixa o bebê fechado lá dentro, podendo causar sufocamento por reter CO2 (produto da respiração) e dificultar a entrada de oxigênio.
Veja que a mãe precisa puxar a borda com elástico, caso contrário o sling se fecha totalmente.
Geralmente força o pescoço do bebê, fazendo com que ele encoste o queixo no peito, representando risco de obstrução das vias respiratórias. 
E ainda a base rígida causa desconforto para a coluna do bebê.


Você sempre deve ser capaz de ver o rostinho do bebê sem ter que abrir o sling pra isso, e ele deve sempre ser capaz de respirar livremente e com facilidade, com o pescoço reto e a cabeça em posição neutra (não encostando o queixo no peito).



Importante: Mesmo um sling projetado para ser seguro e confortável pode ser mal utilizado e assim prejudicar o bebê. Por isso é fundamental se informar sobre como usar o seu sling, de acordo com o seu modelo.


Usar sling é muito seguro, basta se informar sobre como fazer isso e não esquecer de ter os mesmos cuidados que teria ao carregar um bebê nos braços.





Fonte:
www.slingando.com
www.slingseguro.wordpress.com
http://www.pediatriaemfoco.com.br/posts.php?cod=220&cat=2



domingo, 7 de abril de 2013

Slings VERDE SALVIA (com instruções)

No sling o bebê fica quentinho, aconchegado, sentindo o cheiro e as batidas do coração da mãe, isso ajuda no seu desenvolvimento saudável e tranquilo. O uso do sling promove uma sensação de proximidade entre mãe/pai e bebê. Esse vínculo passa segurança, fazendo com que o bebê chore menos e desenvolva melhor sua maturidade emocional.
Permite passeios em qualquer ambiente, e é muito confortável, você pode fazer longas caminhadas com seu bebê no colo sem dores nos braços, e com as mãos livres para cuidar do filho mais velho ou carregar uma bolsa.

O sling ajuda a amamentar com discrição e conforto, ajudando a manter uma amamentação prolongada, sempre saudável para mãe e bebê.



Wrap Sling

O wrap sling é uma faixa de malha de algodão resistente que mede aproximadamente 5 metros de comprimento por 60 centímetros de largura, para usar você tem que aprender as amarrações. 
Este é o modelo mais confortável de sling, tanto para quem carrega (pois o peso é distribuído igualmente nos dois ombros e ao longo de toda a coluna), quanto para o bebê (quando bem ajustado garante uma posição ergonômica, segurando bem as costas e a cabecinha). É perfeito pra quando o bebê está dormindo.
O wrap sling é super recomendado para os primeiros meses por possibilitar contato total entre mãe e bebê de forma segura e versátil, você ajusta de acordo com a necessidade, existem várias amarrações e posições possíveis, sem falar que o mesmo sling pode ser usado por qualquer pessoa.
                      


COMO USAR

Para a amarração mais básica e a mais utilizada, segure no meio do seu sling com a etiqueta virada pra frente, passe o pano na sua cintura de modo que a etiqueta fique na altura do estomago.
Faça um X nas costas e, depois de passar pelos ombros, faça outro X na barriga, passando por baixo da parte com a etiqueta. Agora cruze o que restou de pano pra trás (e se quiser pra frente de novo) e dê um nó duplo. O bebe só entra depois da amarração.
Agora é hora de botar o seu bebê no sling.

                                              
Até 3 meses
- Peito a peito: o bebê fica de frente pra você com as pernas abertas, um joelho pra cada lado, os joelhos bem altos de modo que os pés fiquem na linha do bumbum. As perninhas vão ficar dentro do sling, a única coisa que pode ficar de fora é a cabeça e com o pescoço bem sustentado!
- Deitado: O bebê fica na posição fetal. Segure o bebê de ladinho e vá encaixando na faixa diagonal mais interna, primeiro o bumbum, depois as costas, a cabeça e as perninhas (com os pés juntinhos e os joelhos afastados). Depois estique as outras duas faixas por cima. Esta posição é ótima pra amamentar nos primeiros meses.
Depois de 3 meses
- Sentado: O bebê fica de frente pra você como na posição peito a peito, mas agora as perninhas ficam pra fora, os pés pra baixo, mas os joelhos sempre têm que ficar acima da linha do bumbum. Os bracinhos só podem ficar pra fora quando o bebê já sentar sozinho.
No começo pode parecer difícil, mas com a prática fica fácil fazer a amarração e ajustar o bebê no sling.

ATENÇÃO
- A posição fisiológica do bebê é de cócoras, tanto no sling como nos braços.
- A coluna do bebê deve sempre estar arredondada, em forma de C, bacia pra dentro, joelhos na altura do umbigo.
- A amarração deve ser firme.
- Carregar principalmente na vertical (peito a peito), bebê na horizontal é reservado apenas à amamentação.
- Sustente bem os joelhos e enquanto o bebê não senta sozinho cubra até a nuca.
- Depois dos 3 meses deixe sempre os pés do bebê livres
- O bebê deve estar numa altura que o possibilite beijá-lo
- As posições de costas pra você são aconselháveis por apenas alguns minutos, pois o seu corpo pressiona a coluna do bebê.
- Ao usar o sling tenha os mesmos cuidados de quando você leva uma criança no colo.

Vídeos:




POUCH SLING
Este é um modelo de carregador de bebês rápido pra vestir e fresquinho nos dias quentes. Além de ser muito charmoso, ajudando a compor o visual. E como ele é dupla face, você pode escolher que lado usar, o liso ou o estampado.
O grande segredo deste modelo é o tamanho. É importante que a medida seja tirada corretamente, pois usar um Pouch Sling com tamanho errado pode ser desconfortável tanto pra quem carrega quanto para o bebê, podendo comprometer sua segurança. Por este motivo, duas pessoas com medidas diferentes não devem usar o mesmo Pouch Sling.


Pra tirar a sua medida utilize uma fita métrica maleável e meça do ossinho de ombro ao ponto mais alto da anca em alinhamento com a costura lateral da calça,­­­­­­­­­­­­­­­­­conforme o desenho.
O tal ossinho é uma bolinha bem no alto do ombro e o ponto mais alto da anca você sente ao botar a mão na cintura e empurrar pra baixo, é no topo deste ossão da bacia, bem na lateral do corpo.
No caso de estar grávida (barrigudinha), é mais seguro medir pelas costas pra não comprar um PouhSling maior que o ideal. 




COMO USAR



Para vestir abra o sling e dobre ao meio formando um tubo mais estreito. Vista o sling sobre um ombro com a abertura para cima e a costura alinhada com o umbigo.







ATENÇÃO:
- A coluna do bebê deve sempre estar redondinha, como um C, nunca reta, muito menos afundada. E as perninhas sempre devem estar dobradas, joelhos acima da linha do quadril, nunca esticadas pra baixo.
- As posições de costas pra você são aconselháveis por apenas alguns minutos, pois o seu corpo pressiona a coluna do bebê.
- Ao usar o sling é importante tomar os mesmos cuidados de quando você leva uma criança no colo. Cuidado ao subir e descer escadas, manusear objetos pontiagudos e bebidas quentes.
- Da mesma forma, verifique com frequência o estado das costuras do seu sling, nele você carrega seu maior tesouro.


Os vídeos não são meus, mas uso porque as informações são claras e corretas.

Veja também O que é sling? aqui no blog

domingo, 27 de janeiro de 2013

O que é Sling?

Sling em inglês significa algo como 'tipóia', baby sling é um pedaço de pano onde se carrega um bebê. Existem vários modelos e formas de usar.
Desde a pré-história mães usavam peles de animais para carregar os seus bebês no colo. Atualmente essa cultura ainda é forte entre as africanas, as indígenas, as orientais e as sulamericanas. O avanço da tecnologia e da diversidade de panos e tecidos fez com que o sling se transformasse também. Nas décadas de 70 e 80, ele ganhou popularidade nos Estados Unidos e Europa, já adaptado à vida moderna e urbana.
O uso do sling é estudado por grandes cientistas. O antrpólogo Ashley Montagu, por exemplo, cunhou o conceito de 'gestação extrauterina', da qual o sling é um grande aliado, em especial nos primeiros meses de vida. Já o antropólogo Timothy Taylor afirma que os slings são uma das maiores invenções tecnológicas da pré-história e que contribuem para a vida extrauterina segura dos bebês e para o desenvolvimento de seus cérebros.

É uma forma de manter o bebê junto ao corpo da mãe, sentindo seu cheiro, seu calor, as batidas do seu coração, reforçando o vínculo, a comunicação e o carinho. Além disso libera a mãe (ou quem estiver carregando, porque não é só mãe que usa sling) para fazer o que precisa tendo as mãos livres.

O sling deve ser um facilitador do colo. Ele deve imitar a posição natural dos braços de quem carrega o bebê, respeitando a coluna do bebê.
Por manter o bebê próximo ao corpo de quem carrega, ele previne cólicas e regurgitamentos, favorece a digestão, e é indicado em casos de refluxo. Além de estimular o sistema nervoso, diminuindo o choro e a inquietação em mais de 40% dos casos. Ainda dá mais segurança à mãe ou pai que, mais conectados com o bebê, compreendem melhor e mais rápido as necessidades do filho.

Olha a Maria Flor com 3 meses, numa festinha barulhenta, bem tranquila grudada na mamãe.